easy there, honey

4 out

Os teus olhos são frios como espadas,

E claros como os trágicos punhais;

Têm brilhos cortantes de metais

E fulgores de lãminas geladas.

Vejo neles imagens retratadas

De abandonos cruéis e desleais,

Fantásticos desejos irreais,

E todo o oiro e o sol das madrugadas!

Mas não te invejo, Amor, essa indiferença,

Que viver neste mundo sem amar

É pior que ser cego de nascença!

Tu invejas a dor que vive em mim!

E quanta vez dirás a soluçar:

“Ah! Quem me dera, Irmã, amar assim!…”

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